terça-feira, 1 de maio de 2012

O conto do individual.


Cada um carrega a culpa dentro de si, de ser-se e de ver-se.
Cada um carrega a sombra do anonimato, da vida, do ser.
Cada um esconde a alma, a calma de ser seu. Aguente a beira do insuportável, o seu eu.
O sorriso esconde a raiva e busca o raio no meu sol, no teu sol.
A sua parte te invade e você sai pela cidade para se esquecer.
Mas o seu cheiro é forte demais, você ainda está ali.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Declínio.

Olhando para lugar algum;
A garota permaneceu ali;
Sentada e intacta;
Pensando sobre o que poderia ser tudo;
O que poderia ser nada;
Até mesmo parecendo ser uma estátua;

Sua mente navegava em nostalgia;
Eram águas calmas porém escuras;
Ela sabia o que guardava dentro de si;
Até uma certa profundidade;
Jamais arriscara se conhecer a fundo;
Pois imaginava os efeitos da crueldade do mundo;

O tempo passou naquele banco de praça;
O tempo passou desde a última vez que seu coração batera assim;
Mas a garota não mudou;
Ela continuava a escrever, dia após dia;
Em busca de respostas;
Na esperança bruta de que suas palavras se soltassem do papel;
E fossem em busca de alguém para compartilhar suas desventuras;

Mas quem diria?
Os ponteiros lhe trouxeram um presente;
Mais uma futura nostalgia que ficará em suas lembranças adormecidas;
Mas que agora se faz pulsante em suas vias.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Acordando entre os mortos.

Muito tempo se passou desde a última vez que estive aqui. Muita coisa mudou desde a última vez que escrevi. O fato é que mudanças são inevitáveis, e necessárias... Mesmo que algumas vezes sejam dolorosas.
Desde a última que estive aqui, confesso que sorri bastante e experimentei coisas novas, algumas melhores que outras. Mas todas possuíam o seu charme, o seu encanto. Porém, no momento, meu estado emocional esta profundamente abalado. Por conta de minha prepotência e orgulho, consegui formar uma das peças mais dramáticas de minha vida. Pena que isso não é apenas um teatro, é minha vida. E as cortinas demoram para ser fechadas, então improvisos devem ser feitos, pois o show deve continuar - mesmo que sem palavra alguma, uma lágrima ou um sorriso muitas vezes basta -. Tenho evitado pensar nos conflitos, e chutado os dias para se apressarem, porque, acredite se quiser, o tempo resolve muita coisa, e a calmaria que os fatos retiram o tempo gasto nos traz de volta. É um fato belíssimo sobre a vida, essa maneira de ir e vir.
Tenho sentido falta do passado, é por isso que evitava pensar nele... Eu sabia que isso iria acontecer, e nostalgia não é algo que me agrade. Sentimentos muito fortes e que nos tornam dependentes ou insuficientes, é algo que evito de maneira árdua dia após dia.
Tenho tantas coisas para falar, mas será que esse é o espaço adequado? Será que estou com tempo no momento? O que sei é que preciso terminar minhas tarefas para semana que vem, e tentarei voltar depois com textos que -por alguma razão, que para mim é desconhecida- agradam algumas pessoas.

Boa noite terráqueos.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Confissão.

Desculpa, eu sei que não faz sentido te escrever agora e já faz tempo desde que esse sentido sumiu. Por minha culpa. Mas é que hoje tem tanta gente aqui e ninguém me vê... Você me viu num momento desses e é do seu olhar que eu sinto falta. Do mundo parando só pra você ser meu.Vem me buscar, me leva pra longe daqui. No caminho de lugar nenhum eu te explico sobre minha fuga e os motivos de eu decidir voltar. Eu desisto de desistir de você. Sei que eu não posso querer você só de vez em quando, nem fazer você esperar eu me apaixonar. Só fica mais um pouco. É da sua companhia que eu preciso pra respirar agora. Não precisa dizer nada. Seu silêncio é meu refúgio e você é minha madrugada fria de outono. Seu sorriso me aquece e nada mais faz sentido sem esses segundos que parecem horas quando estou presa nos seus olhos. Você já não pode ser o que eu quero. Porque você é mais que isso. Você é tudo o que eu queria merecer. Desculpa, eu sei que te incomodo ligando sem parar no seu celular pra dizer nada. Mas sua voz faz a corrida maluca do meu cérebro parar. Cura minhas náuseas da angústia de não saber. E você é tão educado, tão carinhoso. Finge que não atrapalho e pergunta se pode me ligar depois - Pode sim, querida, quantas vezes quiser - Só pra eu dizer "não era nada, dá pra você vir pra cá me ver?" e você, tão sem saber como lidar com dramas femininos, diz que tenta passar depois da academia. Eu não deixo você seguir em frente, não é? Estou sempre no seu caminho fazendo você tropeçar no passado. Esse não era o papel que eu queria, pode ter certeza. Queria fazer valer seus instantes perdidos me observando numa festa cheia e tentando entender meus enigmas. Eu sou uma decepção. Parecia tão interessante tão cheia de luz. E agora sou essa criança que só quer agarrar você e proibir de brincar com os outros amiguinhos. Só meu e não empresto. Não desiste de mim. Por trás de tanta indecisão tem alguém que precisa de companhia mesmo fingindo que não.

domingo, 3 de julho de 2011

Apenas mais um comentário.

Ultimamente tenho sofrido algumas batalhas sem fim com as palavras, mas os sentimentos conseguem ser ainda piores. Parece-me que tudo já foi dito, não há mais nada para ser expresso, ainda há coisas que precisam ser mudadas, mas as palavras já foram jogadas e nada fizeram, faltam atitudes e felizmente isso não é luxo apenas meu, o mundo tem se acomodado em ficar calado ou simplesmente falar. Sei muito bem o peso que as palavras possuem, mas me parece que a maioria das pessoas já está imune para ignorá-las e continuar vivendo, e eu? Bem, eu continuo exposta.
Estou passando por crise, não consigo mais escrever. Não tem mais sentido ficar soltando sentimentos sendo que ninguém vai ler. Sendo que você não vai ler.
Tenho progredido, pois os seus pensamentos já não me interessam mais. Ao menos, não como antes. Agora me parece que sou mais capaz de te esquecer, me sinto forte de novo. Como é bom possuir os pensamentos mais calmos, menos ansiosos e preocupados. Já posso respirar de novo.
Quando eu te quis, você não me quis. Como será daqui pra frente?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Mudanças e mais mudanças que afetam meu emocional e minha rotina.

Vou ser sincera, não sei a razão por eu estar escrevendo agora. Há algum tempo tenho sentido que as palavras, ao menos para mim, estão muito vazias e deixando a desejar. Talvez a razão seja a minha falta de tempo para ler e para escrever. Bem, o que sei, é que tenho sentido muitas coisas nos últimos dias, um furacão de sentimentos que tortura minha mente, pois não consigo acompanhar essa minha mudança emocional. Não faz muito sentido essa mutação tão rápida. Provavelmente, é culpa dos últimos acontecimentos tão radicais que tomei para minha vida.
Minha primeira decisão foi: esquece-lo. Desde então tenho estado trabalhando arduamente nesse objetivo. Não tem sido nada divertido, tudo me faz lembrar dele e não é nada fácil te ter sempre tão perto. Mas a verdade é que se vou te esquecer, vou ter de fazer isso te tendo sempre presente em minha vida, pois eu quero que vocâ saia dos meus pensamentos e não da minha história. Você ainda me é essencial.
Segunda decisão: vou fazer o curso que me agrada. Eu sempre tentei conciliar o que eu gosto, com a aprovaçãodo meu pai. Mas chega disso, a vida é minha e somente minha, e devo me satisfazer. Até agora, eu decidi que quero fazer publicidade.
Terceira decisão: carpe diem como lema de vida. Não vou virar uma vagabunda, mas não vou me matar de estudar (pelo menos esse ano, pois estou no segundo, mas ano que vem meu cérebro escorrerá), não é uma questão de deixar tudo para a última hora, apenas estou exausta este ano, como se todo o meu cansaço tivesse se acumulado e pesou justamente esse ano. Mas confesso que preciso estudar um pouco mais apenas para não me complicar no colégio e com meus pais.
Quarta decisão: aprender a me amar. Eu não me odeio, mas não me amo. Isso é fato. E quero mudar esta realidade, por isso tenho anotado tudo o que me desagrada em mim e estou mudando, tanto fisicamente quanto psicologicamente.
Quinta e última decisão: investir na minha música. Fazia um tempo que eu havia me afastado do piano, mas já voltei a praticar e notei que não esqueci absolutamente nada do que aprendi, o que me deixa extremamente feliz. É maravilhosa a sensação que sinto quando meu dedos dançam pelas teclas.
Bem, eu não sei porque escrevi isso, pois ninguém esta interessado na minha vida, mas fazia tanto tempo que eu não escrevia nada aqui, que pensei: "apenas para quebrar a aparência congelada". Prometo postar algum texto que preste depois, apenas não digo quando será. Tenham uma boa noite.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Conversas em um banco gélido. Parte 01.

Eu estava sentada naquele banco da praça, que sempre me sento quando quero pensar. Gosto da localização dele, e das duas árvores que ficam logo atrás. Olhei para o horizonte e pude ver meu melhor amigo se aproximando, iríamos conversar.
- Olá.
- Antes tarde do que nunca.
- Haha, ao menos eu cheguei. Né?
- Era o mínimo que poderia fazer.
- Mas me diga: o que passas?
- Não sei como conquistá-lo, simplesmente não sei. Passo horas antes de dormir pensando no que poderia fazer, mas nada aparece.
- O problema é que você o colocou em um pedestal, assim você se sente insuficiente e sente receio em todos os atos que lhe vêem a mente.
- Talvez tenha razão.
- Você deve tirá-lo de lá se realmente quer ter-lo.
- Mas ele é o meu rei.
- Seja a rainha dele.
- Odeio quando você esta certo.
- Apesar de serem momentos raros, eu gosto.
Ele soltou um riso e voltou com os olhos em mim e dessa vez eu pude ver, ele sempre estará aqui comigo. Talvez, não nesse banco, mas em outros. Certamente, ele permaneceria. Ele interrompeu meus pensamentos e recomeçou a falar:
- Você é linda, engraçada, inteligente, sedutora...
- COMEÇOU A MENTIR! Que feio.
- Não estou mentindo, se eu estivesse na situação dele, já teria me apaixonado por você.
- Você é meu melhor amigo, e nesses pontos suas palavras não possuem tanta credibilidade. Saber disso.
-  O que é uma pena, pois você deveria se valorizar.
- Talvez devesse.
- Escuta, vai logo meter um beijo na boca dele.
- Você é engraçado.
- Apenas seja você, pois você é cativante. E sedutora.
- Não consigo seduzir ninguém, eu começo a rir se tenho de falar mais baixo, agir mais lentamente, dar insinuações nos meus gestos... É difícil para mim.
- Seu olhar é penetrante usufrua dele.
- Ok, eu preciso ir para casa. Infelizmente.
- Te vejo amanhã.
- Você me vê ainda hoje.
Rimos juntos e voltamos para casa.