segunda-feira, 18 de junho de 2012

Poema da saudade.

Sinto falta daquelas tardes serenas;
Que passávamos sentados naquela pedra;
Gélida;

Sinto falta do seu sorriso torto;
Daqueles suspiros ocos;
Quero tudo de novo;

Sinto falta do som das cigarras;
De guardar minhas garras;
Que já não servem para nada;

Sinto falta daquela música de verão;
Da areia servindo de chão;
E dos sonhos que agarrei com minhas mãos;

Sinto falta das noites que tomávamos chá;
Que você dizia que não ia me abandonar;
E eu, boba, acreditei que você ia ficar;

Sinto falta do passado;
Que voou feito pássaro;
E encontro em cada passo que dou;
A tentativa de aceitar que você se foi.


domingo, 17 de junho de 2012

E de que vale estar em vida;
Se não há rima;

A poesia está morta;
E de nada vale continuar por linhas tortas;

Queria trazer de volta o romantismo;
Mas nada mudaria;
Pois hoje prevalece o ceticismo.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Menina canário

A menina é tão pequenina;
Que me faz querer guarda-la;
Dentro de um potinho de vidro;

Ela possui uma visão diferente;
Em relação a esse e outros mundos;

E talvez seja por isso;
Que seu sonho seja voar sem rumo;

Esquece aquele vidrinho;
Porque teu lugar é nas nuvens;
Voa canarinho, voa.


 (Para Paula Hayashida)

terça-feira, 12 de junho de 2012

E talvez você pense;
Que escrevo com teu nome em minha mente;

Mas não se deixe enganar;
Muitas vezes escrevo, sem nem ao menos pensar;

Tudo flui para a página;
E percebo que na minha cabeça;
Não há nada;
É na minha mão que se escondem as palavras.
De repente sinto teu cheiro;
Que me lembra cigarro e incenso;
E me faz perceber;
Que há saudade no meu peito.
As cigarras cantam de tarde;
Sem sequer saber;
Que anunciam a chuva;

E a cantoria vai continuar;
Até o dia nascer;
Com as flores orvalhadas;
Deixando meu jardim;
Com a lembrança do sereno;

Talvez a vida possa ser serena.

sexta-feira, 8 de junho de 2012